Face fria do travesseiro

Ar frio,
ar fresco.
Assobio do vento.
Nuvens pretas eu vejo.
Ajeito-me.
Viro o travesseiro.
Aperto-o.
De modo que fique do meu jeito.
A parte quente para baixo.
E a face fria em meu queixo.
Fico imóvel.
Deitado.
Enrolado.
Só desejo.






Bruno Estevam