No meio da calçada

No meio da calçada

No meio da calçada tinha uma velha
Tinha uma velha no meu caminho
Tinha uma velha
Uma velha espaçosa no meu caminho
No caminho, tinha uma velha
Uma velha alegre que sorria
Diferente da velha
Eu estava irritado
Tentava passar e não conseguia
A calçada tomada pela velha
A velha  cheia de alegria

No meio da calçada, tinha uma velha
Tinha uma velha folgada
No meio da velha tinha uma calçada
Uma velha que meu caminho trancava
E o rosto da velha estampava
Enormes traços de pura alegria
No meio do caminho tinha uma velha
Uma velha feliz
Tinha uma velha no meu caminho



Bruno Estevam


Uma noite na Praça Regente

Uma noite na Praça Regente

Quem é aquela moça morena do cabelo liso e de rosto sereno ?
Educada, sensível e amável.
A fragrância dos cabelos soltos ao vento toma todo ambiente.
Um xampu que ninguém sabe.
Um cheiro que ninguém sente.
Uma voz suave, macia.
Acalma a gente.
A moça é simples, a mais bela tímida de olhos fulgentes.
De vestido longo, a moça caminha, pela Praça Regente.
Os rapazes atoa que por ali vagueiam
Comentam a ilustre presença da tal moça atraente.




 Bruno Estevam